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PPGICS | Pós-Graduação:Informação e Comunicação em Saúde

Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde

Início do conteúdo

26/05/2020

Defesa de tese de doutorado de Daniela Muzi


Data: 27/05/2020
Horário: 9h (a sala virtual só será aberta com 10 minutos de antecedência)
Sala virtual:
https://zoom.us/j/97353832637 ou https://rebrand.ly/defesas-ppgics  

Não será necessário colocar senha a partir do momento em que a sala virtual estiver aberta. 

Ouvinte,favor entrar na sala virtual com microfone e  webcam desligados.

Título: YouTube-se: rastreando as mediações sociotécnicas na circulação de documentários sobre violência obstétrica

Orientadora: Dra. Janine Miranda Cardoso (PPGICS/ICICT/FIOCRUZ)

Banca:

Titulares

Dra. Inesita Soares de Araujo - PPGICS/ICICT/FIOCRUZ
Dr. Igor Pinto Sacramento - PPGICS/ICICT/FIOCRUZ
Dr. Fernando do Nascimento Gonçalves– PPGCom/UERJ
Dra. Elaine Teixeira Rabello– PPGSC/UERJ

Suplentes:

Dra. Kátia Lerner - PPGICS/ICICT/FIOCRUZ
Dra. Denise Tavares da Silva– PPGMC/UFF

Resumo: A importância da cultura audiovisual é sentida e experimentada a cada dia em diversos setores da sociedade, seja por meio dos produtos da indústria cultural, de tecnologias educacionais ou das formas de sociabilidade propiciadas pelo uso da internet. Em uma sociedade midiatizada, onde as lógicas da cultura midiática se espraiam pelas práticas sociais, a disponibilização de vídeos no YouTube ganha força estratégica para visibilizar e garantir a capilaridade da produção de conhecimento e tornar visíveis atores e propostas que dificilmente têm lugar dos meios de comunicação tradicionais. Mas, como se dá o processo de circulação de documentários sobre saúde no YouTube? Quais mediações os atravessam e como atuam? Por que alguns filmes são mais vistos e circulam mais do que outros? Quais as potencialidades, tensões e fragilidades da plataforma? Com esses pontos de partida, o objetivo desta tese foi desenvolver e propor um método de mapeamento e análise da circulação de vídeos sobre saúde disponibilizados no YouTube que permitisse identificar as mediações sociotécnicas que interferem nesse processo. Este estudo parte do olhar interdisciplinar da área da Comunicação e Saúde, que propõe articulações das práticas comunicacionais com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e o entendimento da comunicação como direito que garante outros direitos, como o direito à saúde, como apresentam Inesita Araujo e Janine Cardoso (2007). Toma-se para tal o modelo de mercado simbólico proposto por Inesita Araujo (2002, 2004) – no qual a comunicação atua como um mercado e os sentidos sociais são bens simbólicos negociados e disputados em meio a relações de saber e poder. O marco teórico desta pesquisa também articula os conceitos de circulação – Fausto Neto (2008, 2010a, 2010b); Braga (2007, 2012a, 2012b); Jenkis, Green e Ford (2014) –, midiatização (além de Fausto Neto e José Luiz Braga, também a perspectiva proposta por Krotz (2007) e Nick Couldry (2014) –, em articulação com a abordagem das mediações comunicativas da cultura de Jesús MartínBarbero (2009, 2015). Selecionamos e analisamos a circulação de três documentários sobre o tema violência obstétrica: Nascer no Brasil: Parto, da violência obstétrica às boas práticas (2014), Violência obstétrica: a voz das brasileiras (2012) e A dor além do parto (2013). O método compreende três etapas: identificação dos contextos de produção e circulação; rastreamento dos circuitos, a partir do uso de métodos digitais e a identificação e análise das mediações. Entre os resultados, destacamos que as mediações sociotécnicas atuam de forma decisiva para que os filmes ampliem ou não seus circuitos de circulação de origem, em especial a ação dos algoritmos pelos sistemas de recomendação e indexação; as listas; ações de ciberativismo e engajamento e a mediação do comunicador em combinação com a ação algorítmica. Concluímos que as mediações sociotécnicas são cada vez mais determinadas e determinantes na circulação dos documentários sobre saúde e até preponderantes à legitimidade de uma instituição do campo da saúde, revelando as transformações da sociedade, cujas práticas sociais estão sendo reconfiguradas pelo metaprocesso de midiatização, uma metamediação.
 

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