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Eventos

Acadêmico
Qualificação de Doutorado

Dia 29/09/2022 - 09:30

Título: Tecnologias SIG Baseadas em Web e Vigilância de Microcefalia Congênita no Estado do Rio de Janeiro: possibilidades de intervenção por meio de abordagens interdisciplinares

Resumo: A Microcefalia Congênita (MC) é uma anomalia de nascimento que afeta a circunferência do crânio do feto, pudendo comprometer o desenvolvimento neurológico normal do recém-nascido afetado. Embora tenha sido estabelecido que condições de saúde materna e doenças infecciosas como as causadas pelo complexo STORCH e o vírus do Zika (ZIKV) são algumas das causas da MC, pouco foi explorado sobre o papel que teria o contexto socioambiental na etiologia desses agravos de nascimento. Considerando que a prevalência estimada de MC é de 1,98 por 10.000 nascimentos no Brasil; e que o recente surto de infecção pelo ZIKV aparentemente não explica por si só seu aumento, a investigação da presença ou ausência de contaminantes ambientais, assim como as características socioeconômicas e a extensão geográfica desses fatores, pode fornecer pistas sobre as possíveis causas dessa patologia, facilitando assim sua prevenção, identificação e controle. Nesse cenário, os Sistemas de Informação Geográfica (SIG) representam uma excelente oportunidade para contribuir com o monitoramento da MC, uma vez que permitem a exploração dos padrões espaciais e temporais da sua distribuição na população, sendo este um elemento pilar da vigilância de doenças. Em adição, a integração dos SIG com tecnologias World Wide Web (web) tem transformado suas aplicações na saúde pública de forma revolucionária, ao permitir o acesso interativo a dados geoespaciais; facilitar a integração, visualização e comunicação de informações epidemiológicas em tempo real e garantir o acesso a ferramentas de análise SIG independentes das plataformas desktop. Dessa forma, o seguinte trabalho visa analisar a distribuição espacial e temporal da MC no estado do Rio de Janeiro e desenvolver uma ferramenta SIG baseada em web (SIG-Web) como alternativa interdisciplinar para apoiar sua vigilância.

Aluna: Maira Alejandra Moreno Castillo 

Orientador: Christovam de Castro Barcellos Neto – (PPGICS/Icict/Fiocruz) 

Bancas:  

Titulares  

Dr. Paulo Roberto Borges de Souza Junior (PPGICS/Icict/Fiocruz) 

Dr.ª Mônica de Avelar Figueiredo Mafra Magalhães (PPGSPMA/Ensp/Fiocruz) 

Suplente 

Dr.ª Renata de Saldanha da Gama Gracie Carrijo – (PPGICS/Icict/Fiocruz) 

Data: 29/09/2022 – quinta-feira  / Horário: 09h30min 

Local: Sala 410 – Prédio Sede do Campus Maré 

LocalizaçãoSala 410 – Prédio Sede do Campus Maré Fiocruz

Acadêmico
Defesa de Tese de Doutorado

Dia 26/09/2022 - 09:00

Título: Museus que aprendem? A itinerância e a coprodução de conhecimentos na fronteira entre Ciência e Sociedade

Resumo: As práticas itinerantes desenvolvidas por museus e centros de ciência urgem por uma agenda de pesquisa que coloque a itinerância como o fenômeno central a ser estudado, com referenciais próprios, capazes de iluminar, principalmente, as inúmeras oportunidades de coprodução de conhecimento que surgem ao longo do ir e vir, dos encontros com territórios tão diversos e das experiências vividas com os públicos e dentro da própria equipe. As aprendizagens organizacionais decorrentes desses deslocamentos são centrais para ampliar e fortalecer a interação entre ciência e sociedade, promovendo maior engajamento público com a ciência, em um caminho para a busca de equidade e justiça social. Usando como estudo de caso o museu itinerante Ciência Móvel – Arte e Ciência sobre Rodas (Museu da Vida/Casa de Oswaldo Cruz/Fundação Oswaldo Cruz), inspirado em referenciais teóricos dos estudos sociais da ciência e tecnologia e apoiando-se em diferentes perspectivas metodológicas (pesquisa documental, análises de bancos de dados do Museu da Vida e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e, principalmente, conversas de pesquisa com profissionais de diferentes perfis envolvidos no trabalho do Ciência Móvel), buscou-se desvelar os múltiplos espaços de coprodução de conhecimento que se dão nas fronteiras que constituem o processo da itinerância, desde sua concepção até sua concretização nos territórios. De uma perspectiva institucional interna, que considera a criação, institucionalização e consolidação do trabalho do Ciência Móvel, às interfaces externas que englobam as relações tecidas nos/com os municípios onde as ações acontecem e com outros parceiros, foram descritos diversos contextos em que o cruzamento de fronteiras propiciou espaços potentes para coprodução de conhecimentos. Foi possível ainda identificar as diferentes esferas que compõem o trabalho de um museu itinerante (gestão das viagens, formação, pesquisa, inovação, educação, comunicação institucional, cultura, relações intra e interinstitucionais, registro e memória,  além de perspectivas transversais de avaliação, e equidade, acessibilidade e inclusão) e as dimensões a partir das quais as aprendizagens organizacionais podem acontecer (documental, estrutural, procedimental, conceitual, política, subjetiva/afetiva e profissional). Os resultados apontaram que, ao longo da existência do Ciência Móvel, tais aprendizagens, na maior parte dos casos, nasceram a partir da empiria das vivências e foram impulsionadas pelos tensionamentos, disputas, enfrentamentos institucionais, experiências problemáticas e questionamentos dentro da própria equipe.  Apesar das “dores” inerente ao itinerar, a tese permitiu explicitar as “delícias” do pensar e do fazer da itinerância, testemunhando o potencial dessa constante hibridização com o outro para promover diferentes e novas iniciativas de interação entre ciência e sociedade, se colocando, assim, como uma importante oportunidade para o aprimoramento das ações de divulgação científica enquanto compromisso institucional. 

Aluna: Ana Carolina de Souza Gonzalez  

Orientadora: Maria Cristina Soares Guimarães (PPGICS/Icict/Fiocruz) 

 Banca: 

Titulares 

Dr. Paulo Roberto Borges de Souza Junior (PPGICS/Icict/Fiocruz) 

Dr. Ricardo Antunes Dantas de Oliveira (PPGICS/Icict/Fiocruz) 

Dr.ª Ana Sofia Cavadas Afonso (Cied/Uminho) 

Dr.ª Luciana Conrado Martins (PPGAPM/CMRV/UFPI) 

Suplentes 

Dr. Rodrigo Murtinho de Martinez Torres (PPGICS/Icict/Fiocruz) 

Dr. Rodrigo Arantes Reis (PPGDTS/PPGECM/UFPR) 

Data: 26/09/2022 – segunda-feira / Horário: 09h 

Local: Sala 402 – Prédio Sede Campus Maré 

Sala Virtual: https://us06web.zoom.us/j/88668810091?pwd=cU9FMEpQeURvUUFhdTNuMTZTS25RQT09 

Senha: 377604 

LocalizaçãoSala 402 – Prédio Sede Campus Maré Fiocruz

Acadêmico
Defesa de Dissertação e Mestrado

Dia 23/09/2022 - 14:00

Título: Quando o outro fala por si: gradiente de participação popular em ações de comunicação da Fundação Oswaldo Cruz em tempos de epidemias 

Resumo: A pesquisa teve o objetivo de analisar o lugar de interlocução das organizações populares em ações de comunicação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) direcionadas para população moradora de favelas e periferias durante eventos de epidemias. A proposta de pesquisa toma como referenciais para análise dessas ações os modelos que vieram forjando o campo da comunicação social desde o século XX especificados nas abordagens informacionais (transferenciais, lineares, verticais e monológicas); as filiadas à epistemologia freireana (de natureza dialógica e horizontal); e as apoiadas nas teorias da produção social do sentido, que valorizam a multiplicidade de vozes (polifonia) e os contextos dos sujeitos na cena social. A partir deles, visa identificar essas abordagens nas ações de comunicação empreendidas pela instituição no contexto da pandemia de Covid-19 em 2020, e se estas evidenciam uma permanência ou uma ruptura em relação às perspectivas teóricas e metodológicas postas em movimento durante as epidemias de Dengue (2008) e Zika (2015), na interlocução da Fiocruz com os referidos atores sociais, no Rio de Janeiro. Com isso, também se pretendeu gerar memória sobre práticas de comunicação voltadas para enfrentamento de crises sanitárias que materializem – ainda que de forma parcial - perspectivas mais democráticas de comunicação, que levem em consideração o princípio da participação e da equidade, dois entre os que fundamentam o Sistema Único de Saúde. 

Aluna: Luiza Gomes Henriques

Orientadora: Inesita Soares de Araujo (PPGICS/Icict/Fiocruz) 

 Banca:

Titulares 

Dr.ª Janine Miranda Cardoso (PPGICS/Icict/Fiocruz) 

Dr. Adriano de Lavôr Moreira (Radis/Ensp/Fiocruz) 

 Suplentes 

Dr. Sandro Tôrres de Azevedo (PPGICS/Icict/Fiocruz) 

Dr.ª Juliana Krapp Guimarães (CTIC/Icict/Fiocruz) 

 Data: 23/09/2022 – sexta-feira / Horário: 14h 

Local: Sala 402 – Prédio Sede do Campus Maré

Sala Virtual: https://us06web.zoom.us/j/87682363269?pwd=MXFpMGcyelZ3YUwvR2pvSWFRMDhJZz09 

Senha de acesso: 231972 

LocalizaçãoSala 402 – Prédio Sede do Campus Maré / Fiocruz

Acadêmico
Qualificação de Mestrado

Dia 23/09/2022 - 10:00

Título: Padrões de metadados de proveniência para reuso de dados de pesquisa de Covid-19 alinhados aos princípios FAIR 

Resumo: A Organização Mundial da Saúde, em 30 de janeiro de 2020, declarou o surto do coronavírus ou novo coronavírus como emergência de saúde pública de interesse internacional e, em 11 de março de 2020, como pandemia (WHO, 2020). Agências de saúde de todo o mundo produzem diagnósticos e tratamentos dos casos, com isso, gerando dados importantes para o estudo da doença. Como esses dados podem ser usados, compartilhados e reusados? Como esses dados podem capacitar os pesquisadores a formular novos tipos de indagações, hipóteses no estudo de questões cruciais para a ciência e para a sociedade? Se os dados forem compartilhados de forma adequada tem um grande potencial para responder essas questões científicas e proporcionarem uma resposta adequada para a sociedade. A realização de pesquisas em saúde pública é demorada e cara. Garantir que os dados de pesquisa, juntamente com suas descobertas publicadas, sejam amplamente disponibilizados para a comunidade de pesquisa leva a mais descobertas e maior eficiência. Esta situação suscita as seguintes questões: que informações são importantes para que o pesquisador reutilize os dados? O que faz o pesquisador considerar se esses dados estão bem descritos ou não para reuso? Qual a importância de se conhecer quais os metadados de proveniência que são fundamentais para garantir que os pesquisadores venham a reutilizar esses dados em pesquisa sobre COVID-19? Responder essas perguntas é fundamental. Diante do exposto, esse projeto busca responder a seguinte questão: Quais os metadados de proveniência necessários para garantir o reuso dos dados de pesquisa?

Aluno: Anderson Silva de Araujo

Orientadora: Viviane Santos de Oliveira Veiga (PPGICS/Icict/Fiocruz) 

Segundo Orientador: Carlos Henrique Marcondes de Almeida (PPG-GOC/UFMG) 

 Bancas:  

 Titulares

Dr.ª Cícera Henrique da Silva (PPGICS/Icict/Fiocruz) 

Dr. Cláudio José Silva Ribeiro (PPGARQ/DPTD/CCH/Unirio) 

Suplente 

Dr.ª Rosane Abdala Lins (PPGICS/Icict/Fiocruz) 

Data: 23/09/2022 – sexta-feira / Horário:10h 

Sala Virtual: https://us06web.zoom.us/j/87300914001?pwd=b1ZCc0RlR25mQkhDTzB6V0N0UFM4dz09

Senha de Acesso: 877274 

LocalizaçãoZoom

Acadêmico
Videoconferência Princípios FAIR e os repositórios de dados de pesquisa

Dia 22/09/2022 - 10:00

No dia 22/9, às 10h, a pesquisadora e professora do PPGICS, Viviane Veiga, é a convidada da Rede Sudeste de Repositórios, coordenada pela Fiocruz e  parte da Rede Brasileira de Repositórios Digitais. 

Ela vai falar sobre "Princípios FAIR e os repositórios de dados de pesquisa".  O evento é on-line e gratuito. 

Inscreva-se em bit.ly/inscricao-rbrd-vivianeveiga-set22

LocalizaçãoVideoconferência via Sympla Streaming

Acadêmico
Seminário Centro de Estudos

Dia 16/09/2022 - 14:00

LocalizaçãoYoutube VideoSaude Fiocruz

Acadêmico
Defesa de Dissertação de Mestrado

Dia 16/09/2022 - 14:00

Título: #NenhumDireitoAmenos: comunicação, tecnologias digitais e movimentos sociais da saúde 

Resumo: Essa pesquisa teve como objetivo imprimir mais nitidez à compreensão dos movimentos sociais da saúde no que tange às suas configurações comunicacionais, tendo como foco os seus modos de apropriação das tecnologias digitais. O universo empírico da pesquisa incluiu o Movimento pela Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase e o movimento Nenhum Serviço de Saúde a Menos. Metodologicamente, lançamos mão das “Conversações” (ARAUJO, 2015) que, através de uma perspectiva epistemológica e política descolonial do conhecimento, consiste em um conjunto de sucessivas aproximações com os grupos participantes da pesquisa, que inclui conversas com militantes dos movimentos, cartografia compartilhada das práticas comunicacionais, assim como o compartilhamento das análises e resultados preliminares da pesquisa. Também foi feita uma análise de materiais dos movimentos a partir de aportes da Semiologia dos Discursos Sociais. Produzimos um mapa dos dispositivos de comunicação dos dois movimentos e uma linha do tempo do mais antigo, sendo possível observar quando, quais e como ocorreram mudanças nas suas ações comunicacionais. Constatamos que os movimentos sociais possuíram uma grande diversidade de tecnologias, materiais e estratégias comunicacionais para mediar suas lutas. Foi percebida uma hibridização midiática em suas ações, quando houve coexistência de diversas tecnologias e produtos em uma mesma ação e a circulação entre diferentes mídias. Os movimentos usaram grande criatividade em suas ações comunicacionais e produtos midiáticos, com nítida relação com a cultura local e em sintonia com os princípios do SUS. Foi possível concluir que as tecnologias digitais potencializam as possibilidades de luta dos movimentos sociais da saúde, embora não mudem os seus objetivos estratégicos; ampliam o repertório de ações, mas não substituem totalmente as anteriores; contribuem para a formação e consolidação dos movimentos, no entanto não são uma causa. 

Aluno: João Verani Protasio

Orientadora: Inesita Soares de Araujo (PPGICS/Icict/Fiocruz) 

Banca: 

Titulares 

Dr.ª Kátia Lerner (PPGICS/Icict/Fiocruz) 

Dr.ª Cicilia Maria Krohlling Peruzzo (Poscom/Ufes) 

Suplentes 

Dr.ª Janine Miranda Cardoso (PPGICS/Icict/Fiocruz) 

Dr.ª Cristina Pedroza de Faria (PPCIS/Uerj) 

Data: 16/09/2022 – sexta-feira / Horário: 14h 

Sala Virtual: https://us06web.zoom.us/j/83866430002?pwd=Szk4eHBValFVaW5CdmhvMENNRDgxUT09 

Senha: 775519

LocalizaçãoZoom

Acadêmico
Defesa de Tese de Doutorado

Dia 15/09/2022 - 09:00

Título: Saúde no Tribunal: a semântica das emoções na judicialização da política pública de assistência farmacêutica no Brasil 

Resumo: A reivindicação do direito à saúde na esfera do Poder Judiciário passou a ser entendida como judicialização da saúde. Entretanto, como um conceito em disputa, a judicialização pode ser compreendida como o aumento da ingerência do Poder Judiciário nas decisões que implicam valores éticos, morais, políticos e sociais. Em se tratando de judicialização da saúde, o idioma do sofrimento é muitas vezes acionado pelo demandante para ordenar a vida como o valor principal do direito à saúde. Por outro lado, a arbitragem estabelecida na cena jurídica à qual se atribui uma racionalidade alicerçada na materialidade da lei, não está isenta de afetos, pois as decisões que impactam a vida dos litigantes são tomadas por pessoas constituídas por estruturas socioafetivas. Esta tese explora o sentido produtivo das emoções no espaço do judiciário. Desse modo, analisa-se a judicialização da saúde como um fenômeno social emaranhado numa teia de relações, afetos e práticas discursivas que abarcam formas particulares de disputas narrativas sobre o direito à saúde. A investigação buscou compreender como os discursos relacionados com emoção, sofrimento, saúde, vida, direito à saúde, vulnerabilidades foram produzidos e manejados nos documentos jurídico-processuais, chamados de acórdãos. A etnografia dos documentos possibilitou identificar que, embora os acórdãos estejam embasados em normativas, existe uma micropolítica das interações entre os demandantes que estão sendo documentados e os julgadores de suas causas. Essa micropolítica é caracterizada por um campo de forças invisível onde se negociam perspectivas sobre as subjetividades humanas permeadas por afetos, saberes e valores. Assim, ainda que a linguagem do Direito esteja presente na decisão judicial, a estrutura de endereçamento na qual magistrados são instados a resolver demandas está suportada por uma espécie de economia moral. A pesquisa explicita que o sujeito de direito é construído discursivamente no documento. Moralidades diversas contribuem para a garantia de atendimento de uma demanda por bem de saúde no judiciário. Essas moralidades acabam por fundamentar o “sujeito merecedor do direito” formatado por marcadores sociais da diferença, pela ideia de vulnerabilidade e pelo sofrimento. De tal modo, os dados coletados dos acórdãos permitiram a compreensão da judicialização da saúde através de suas lógicas internas. Identificou-se que a tensão direito individual vs. direito coletivo que marca sobremaneira os discursos sobre o direito à saúde está perpassada pela disjunção emoção vs. razão. A legitimidade do direito à saúde está inextrincavelmente ligada ao direito à vida. As desigualdades sociais deslizam para desigualdades contextuais, de modo que um sistema moral contribui para definir o cidadão brasileiro em sua relação com o direito à saúde. 

Aluna: Rejane da Conceição Meirelles

Orientadora: Kátia Lerner (PPGICS/Icict/Fiocruz) 

Banca: 

Titulares 

Dr. Wilson Couto Borges (PPGICS/Icict/Fiocruz) 

Dr.ª Maria Cristina Soares Guimarães (PPGICS/Icict/Fiocruz) 

Dr.ª Alessandra de Andrade Rinaldi (PPGCS/UFRRJ) 

Dr. Paulo Roberto Gibaldi Vaz (ECO/UFRJ) 

Suplentes 

Dr.ª Irene Rocha Kalil (PPGICS/Icict/Fiocruz) 

Dr.ª Nalayne Mendonça Pinto (PPGCS/UFRRJ) 

Data: 15/09/2022 – quinta-feira / Horário: 09h 

 

Sala Virtual: https://us06web.zoom.us/j/89226891778?pwd=azVBYUo4VkRHWlRIQmpBSDFuOGZwQT09 

Senha de Acesso: 66761

LocalizaçãoZoom

Acadêmico
Qualificação de Mestrado

Dia 14/09/2022 - 10:00

Título: Vivências femininas a partir do adoecimento por HPV

Resumo: A presente pesquisa de vivências femininas a partir do HPV busca investigar as múltiplas experiências de adoecimento a partir do vírus HPV, articulando-as a dois eixos principais: gênero e noção de risco. Estimativas apontam que 80% da população mundial já entrou ou ainda entrará em contato com o vírus HPV em algum momento da vida. Além disso, alguns tipos do vírus representam a principal causa do câncer do colo do útero, que ocupa o quarto lugar na lista de tumores que mais matam mulheres brasileiras (INCA, 2022). Viver com HPV muitas vezes é uma realidade que gera angústia e preocupação nas pacientes – sofrimento considerável mesmo diante de uma questão de saúde comum para a qual existem tratamentos e vacina. Nesse contexto, em gênero, como os papéis socialmente atrelados ao feminino e as moralidades imbricadas à sexualidade feminina permeiam a relação com o diagnóstico são perguntas centrais do trabalho. Já a partir da noção de risco, serão trazidos questionamentos a respeito do controle dos corpos e os significados de prevenção em saúde, pensando quais aspectos na contemporaneidade, como os processos de automonitoramento, por exemplo, ditam o que é doença e quem está doente. Nossos objetivos específicos são: investigar os discursos sobre o HPV presentes nas interações entre usuárias dentro do aplicativo Flo e nos relatos durante as entrevistas; refletir sobre os possíveis significados de estar com HPV; e analisar como as mediações dentro do aplicativo se relacionam com o adoecimento por HPV. Como arcabouço teórico, a pesquisa baseia-se na perspectiva de Michel Foucault a respeito de sexualidade; em Teresa de Lauretis sobre tecnologia de gênero; nas análises de Deborah Lupton sobre risco à saúde e automonitoramento; e em midiatização profunda, conceito de Andreas Hepp. 

Aluna: Isabela de Moura Borges

Orientadora: Kátia Lerner (PPGICS/Icict/Fiocruz) 

Segunda Orientadora: Natalia Helou Fazzioni (Laces/Icict/Fiocruz)

Bancas

Titulares  

Dr.ª Irene Rocha Kalil (PPGICS/Icict/Fiocruz) 

Dr.ª Marina Fisher Nucci (IMS/Uerj) 

Suplente

Dr.ª Janine Miranda Cardoso (PPGICS/Icict/Fiocruz) 

Data: 14/09/2022 – quarta-feira / Horário: 10h 

Local: Sala 410 – Prédio Sede do Campus Maré 

LocalizaçãoSala 410 – Prédio Sede do Campus Maré - Fiocruz

Acadêmico
Centro de Estudos Memórias: Francisco Inácio Bastos

Dia 02/09/2022 - 14:00